
Nos dias 12/05 e 19/05 discutimos em sala a respeito do texto "Oralidade e escrita perspectivas para o ensino da língua materna". Além disso, estamos ainda desenvolvendo questões sobre esse texto que estão sendo analisadas e posteriormente postarei aqui.
A respeito do texto, destaco aqui a relevância dos conceitos apresentados por acreditar que, a partir do momento que vamos trabalhar com ensino da nossa língua, é fundamental que tenhamos ao menos noções básicas de como se dá o processo de contrução de textos orais.
Conhecendo os termos apresentados pelo texto podemos planejar atividades de alfabetização que tenham maior sentido para a criança. Para tanto, acredito que o primeiro passo seja trabalhar a oralidade percebendo como isso funciona no cotidiano da criança. Por exemplo, quando temos plena consciência de que o processo conversacional (atividade constante no dia-a-dia) se dá quando há interação entre as pessoas e para que ela aconteça existem elementos fundamentais, é possível trabalhar com essa relação entre as crianças de modo que falem e respeitem o momento do outro falar. Mostrar de alguma forma que, dentro de uma conversa corriqueira, existem elementos que surgem naturalmente como o assunto, a troca de idéias, o começo, o meio e o fim que caracterizam a conversa.
É evidente que não vamos trabalhar com as crianças a conceituação do turno, da coerência, dos marcadores conversacionais. O propósito é que o professor conheça esses elementos para que através de uma outra representação a criança percepa que esses conceitos devem estar presentes na sua prática conversacional. Estimular o aluno a simular as diversas variáveis de forma que ele chegue a conclusão que quando conversa com alguém ele tem o seu momento de falar e outro também, e que quando falam juntos é mais difícil de se entenderem. Percebam que a conversa precisa ter sentido de forma que todos possam acompanhar os assuntos que são tratados.
Quando o professor conhecer melhor da sua língua tem possibilidades de ensinar melhor, além de conhecer mais de si memo entendendo como esse processo também está presente nas suas relações.
Confesso que a princípio achei esse texto complexo demais já que não estamos nos formando em língua portuguesa. No entanto, agora entedo que conhecer os elementos que compõem a atitude conversacional é simplesmente dar nomes a práticas que exercitamos a todo instatante. No caso da criança, esses elementos ainda estão sendo construídos e portanto precisamos conhecer aquilo que ensinamos. Se vamos ensinar a criança a construir e organizar a sua fala é fundamental que tenhamos conceitos básicos sobre que dão sustentação aos conhecimentos práticos.
Como sempre, teoia e prática precisam estar aliadas para propocionar uma educação melhor.




